O escritor
Arar e preparar a terra branca;
Jogar nos sulcos a escura semente;
Cuidar, podar, aguar constantemente,
Com a ideia plena e a narrativa franca...
A palavra que brota e que suplanta
A própria criação surpreendente.
Fertilizar o sonho comovente
E libertar o fruto da garganta.
A seiva da linguagem em seu terreiro
A arte, a forma o estilo descoberto;
O sentimento maduro e aventureiro.
O alimento da alma já liberto,
O prazer do letrado fazendeiro
Na colheita dos grãos no livro aberto.
Hélio Cabral Filho

Nenhum comentário:
Postar um comentário